A LÍNGUA DE DEUS E A GUERRA PELA VERDADE - PARTE 2

Por Marco Elias



Certos preletores consideram errada a prática do profeta ou daquele que fala da parte de Deus dirigir a palavra ao público na primeira pessoa como acontece nas profecias em determinadas instituições cristãs (carismáticas e pentecostais) do tipo “Meu Servo(...)” ou “Minha Igreja(...)”. Geralmente os críticos que assumem esta posição teológica trabalham com um pressuposto preconceituoso e totalmente equivocado, o qual parece (apenas parece) ser apoiado pelo segundo pressuposto apresentado. O primeiro pressuposto está grifado em amarelo e o segundo em Vermelho. Discorreremos sobre cada um deles neste texto.


1 - Segundo o argumento apresentado no item grifado em amarelo, a língua estranha seria simplesmente o homem falando com Deus e a comunicação seria de baixo para cima. Na realidade a experiência carismática ou pentecostal define que esta comunicação possui sentido duplo, isto é, acontece de Deus para com os homens e do homem para com Deus. Se ela possui sentido duplo e Deus está falando com o homem, a transmissão da mensagem na primeira pessoa torna-se totalmente adequada, do mesmo modo que um tradutor transmite em primeira pessoa a mensagem do preletor oficial de uma palestra.

2 - Existem os argumentos daqueles que dizem: “Nas religiões pagãs as manifestações místicas se dão com pronunciamentos em primeira pessoa”. Eu pergunto: O seu Deus tem menos poder do que aqueles? Israel deveria ter abandonado o Urim e o Tumim dos tempos bíblicos antigos ou nunca deveria ter lançado sortes, como era comum entre o povo de Deus, pelo simples fato dos gentios gostarem de práticas similares em cultos pagãos? Devemos jogar fora os instrumentos de percussão como a bateria da igreja pela janela, pelo fato dos cultos pagãos serem executados ao ritmo de tambores? Creio que não – O problema é que muitos cristãos querem corrigir seus irmãos ultrapassando o mandamento bíblico dado aos gentios em Atos 19:20-21.

3 - Os dois vídeos abaixo demonstram os tipos existentes de variedade de línguas que tem sido presenciados no meio cristão carismático (pentecostal e renovado). No primeiro o Pastor Luciano Subirá fala sobre este tema com bastante propriedade e apresenta uma experiência bastante enriquecedora. No segundo vídeo o Pastor Gesiel Gomes apresenta com propriedade os três tipos de variedades de línguas existentes no pentecostalismo clássico.


4 – Trataremos do segundo argumento com o grifo em vermelho. O dom da variedade de línguas pertence exclusivamente ao novo testamento e para ser utilizado, haveria de estar associado ao dom da interpretação de línguas. Os autores neotestamentários nunca transcreveram para o texto bíblico do novo testamento quaisquer interpretações obtidas no momento ao qual a língua estranha era pronunciada. Logo compará-la com as demais profecias comuns narradas nas escrituras e não associadas ao dom da variedade de línguas é um tiro no escuro e um palpite pessoal do preletor.


Que Deus nos abençoe!

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